
Venho compartilhar com vocês este poema que li e simplesmente gostei bastante. O que é amor se não uma quimera...E esta, enterrei e lá quero que apodreça e desvaneça!
Do amor? - A quimera!
Tateio um amor
sem que possa tê-lo.
Um desses que é roubado.
Um amor inusitado,
todo desmantelo.
Que venha com um tanto de dor,
pois sem, como tê-lo?
Se amor for, dos verdadeiros,
terá, de certo, mil devaneios,
pois sem, como sê-lo?
Mesmo que chores, implores,
serias tu meu amor almejado!
contanto que não queiras cobrar
o que do amor é de esperar –
pra que sejas meu amor desejado!
E, se a vida do amante colore
fiques tu, pode, com a aquarela.
Pois que pra mim, o homem que implora
um amor que tanto ri, por vezes chora
basta-me ter do amor a quimera.
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